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Igualdade da mulher e a equidade de gênero no trabalho

mulheres1126 de agosto é o Dia Internacional pela Igualdade da Mulher. Este desafio passa por criar condições para a presença feminina no ambiente de trabalho. CTGAS-ER, SENAI-RN e GIZ promovem evento para estimular a presença feminina nos cursos de formação profissional e no mercado de trabalho na área de energias renováveis. Igualdade tem sido um dos temas mais relevantes na nossa sociedade atualmente. Dentro deste assunto, a equidade de gênero é um dos temas mais desafiadores e por isso ‘equidade de gênero’ é considerado o quinto Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A agência ONU Mulheres, que atua com foco neste tema, criou ainda, sete princípios para o empoderamento feminino, e entre eles está a promoção de formação e desenvolvimento profissional.


“Precisamos oferecer mais condições para a formação e o desenvolvimento profissional das mulheres. NO SENAI-RN e no CTGAS-ER, temos atuado muito com energias renováveis, que é um mercado crescente e queremos estimular a presença de mulheres neste segmento”, explica Cândida Amália Aragão, diretora Executiva do CTGAS-ER. Foi com esta diretriz que o SENAI-RN e o CTGAS-ER, em parceria com a  Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) , agência responsável pela cooperação técnica entre Brasil e Alemanha, realizaram  o Workshop “O talento feminino na profissão de instaladora de sistemas fotovoltaicos”.

Vinte mulheres participaram do workshop, que iniciou com a contextualização a respeito do potencial das energias renováveis e do cenário atual sobre a (não) equidade da mulher no mercado de trabalho. A reflexão inicial conduziu as participantes ao entendimento da oportunidade de atuar na área de energia, que tem crescido significativamente no país e que se favorece de características femininas, como a preocupação com detalhes, por exemplo.

Após a contextualização, as participantes puderam participar de uma roda de diálogo que teve ainda a presença de três engenheiras que atuam no setor. “O setor de energia está na contramão da crise e tende a crescer ainda mais. Tem sido difícil encontrar profissionais capacitados para contratar, relata a engenheira Laís Vasconcelos, responsável pela área de novos negócios da Alsol, uma das empresas no setor.

O Brasil tem compromissos internacionais de aumentar a presença de energias renováveis na matriz energética até 2030. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), os planos do país incluem a instalação de 1 milhão de módulos fotovoltaicos até 2030, assim como o estímulo ao investimento de R$100 bilhões neste período. 

Esta visão do mercado e o reconhecimento das competências femininas no setor foi o ponto de partida para o momento mais esperado do workshop: o desafio tecnológico.  As mulheres participantes tiveram que montar um sistema solar fotovoltaico autônomo. Os quatro grupos receberam orientação técnica e todos os equipamentos e ferramentas necessários para cumprir o desafio. “No começo foi difícil. Mas a gente juntou a experiência de cada uma e isso contribuiu. É importante ter a prática”, conta Jessica Bispo, técnica em energias renováveis e uma das participantes. 

As participantes ficaram entusiasmadas com a carreira. Além dos ganhos pessoais, elas enxergam também o ganho social das energias renováveis. “Um dos benefícios é a questão do meio ambiente. Hoje se usam combustíveis fósseis e isso pode ser evitado com a energia fotovoltaica. Além disso tem um benefício da economia porque o custo com a energia elétrica nas casas poderia diminuir se cada casa gerasse energia com seus painéis”, relata Isabel Souza, técnica em automação industrial e participante do workshop.

As vencedoras receberam um estímulo à formação: ganharam meia bolsa do curso de qualificação Instaladores de Sistemas Fotovoltaicos e uma bolsa para o curso de empreendedorismo do Sebrae-RN.

“Este é o primeiro evento que se faz no Brasil para estimular a presença de mulheres na área de energias renováveis. Isso é realmente inédito e ficamos muito satisfeitos. Percebemos que as participantes se envolveram, trabalharam em grupo e estão animadas com essa possibilidade profissional”, conclui Jorgdieter Anhalt, engenheiro mecânico e consultor da GIZ.

A expectativa do CTGAS-ER é de aumentar a oferta de cursos no setor e, claro, contar sempre com uma presença significativa de mulheres nos processos de formação.
O workshop é parte da campanha #mulheresdeenergia, uma ação em busca da equidade de gênero nas carreiras técnicas em eficiência energética e energias renováveis. A campanha é promovida pela iniciativa  Profissionais para Energias

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