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Presidente da FIERN defende aliança pelo desenvolvimento, ao abrir o seminário Motores do RN

amaroAo abrir o seminário "Motores do RN", que nesta edição teve como tema a atual crise econômica e política, o presidente da FIERN, Amaro Sales, defendeu uma aliança pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que é preciso uma “convergência de todos os Poderes e instituições em torno de uma pauta comum” para que se possa executar medidas que ajudem na retomada do crescimento do Estado, mesmo em um momento de dificuldades. A abertura do "Motores do RN" foi na manhã desta segunda-feira, 09, no auditório principal da Casa da Indústria.


“Nosso Estado não é uma ilha, não está isolado, mas podemos construir soluções que fortaleçam nossa economia e nos resguarde de aspectos da crise nacional”, destacou. Amaro Sales disse que uma iniciativa importante é ter metas e indicadores que sejam factíveis. Para isso, comentou, há o “acervo do Mais RN”, programa elaborado com um diagnóstico da situação econômica estadual e que possui um mapeamento das oportunidades de negócios.

“É preciso uma aliança pelo desenvolvimento, estimulando a postura empreendedora. Mas precisamos que os órgãos parem com a cultura da punição e da burocracia; empreendedores não podem ser tratados como criminosos, porque são heróis da resistência. Merecemos respeito e oportunidades”, acrescentou Amaro Sales.
O presidente da FIERN disse também que “a crise é uma oportunidade para fazer as reformas e construir um ambiente de negócios que respeitem as forças de trabalho, mas não inibam o lucro das empresas”.

Na abertura do seminário, o governador Robinson Faria tratou das opções para o Estado enfrentar as implicações da crise. Ele disse que foram definidas medidas para reequilibrar as contas públicas estaduais, como uma auditoria da folha de pagamento. O governador informou que as distorções serão corrigidas e devem proporcionar uma economia de R$ 800 milhões.
“Recebemos o estado em um nível delicado, com débitos vencidos de quase R$ 1 bilhão, além de questões reprimidas, como sistema prisional, a maior crise hídrica da história. Tudo isso de uma só vez. Mas a primeira medida para que pudéssemos enfrentar a jornada de dificuldades, foi manter o otimismo e motivação”, lembrou.

Ao ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, coube fazer uma explanação sobre a importância do setor para o País e o crescimento econômico. Ele apresentou dados que mostram o Brasil com a 9ª maior economia do turismo no mundo. O setor representa 7% do PIB e gera 3,14 milhões de empregos, além de ser o 5º principal item da balança de exportações brasileira, atrás apenas de minério de ferro, soja, petróleo e açúcar. No panorama apresentado durante a 25ª edição do seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves ressaltou que o setor impacta em outras 52 atividades econômicas. O Brasil já é o 3º maior mercado de aviação doméstica do mundo, segundo o Ministro.

Palestrantes

O ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos palestrantes do seminário, apontou que a crise pela qual passa a economia brasileira é resultado de um longo ciclo de crescimento que se esgotou. O auge, pontuou, foi em 2012, quando se teve um índice de desemprego próximo de 4 pontos percentuais. Para ele, uma taxa tão baixa já foi um sinal de que se chegava a um estágio de que se iniciaria, logo depois, um declínio da atividade produtiva.
Economista e ex-presidente do BNDES, Mendonça de Barros afirma que naquele momento deveria ter havido correções de rumos na política econômica para evitar uma queda mais acentuada na economia. Essas medidas, disse, só agora começam a ser adotadas. O ex-ministro afirmou que há exageros ao apontar que o país estaria em uma situação tão grave. Embora reconheça a crise, ele afirma que a economia nacional tem características que não podem ser desprezadas, como uma indústria automobilista e uma base produtiva ampla.
Além disso, destacou o economista, os ciclos de expansão e retração são comuns, embora a crise poderia ser menos rigorosa, tendo um impacto menor para a sociedade, se tivesse havido as correções de rumo na ocasião adequada.
"Houve um esgotamento do ciclo de crescimento associado às commodities, ligado à China, e à falta de percepção do governo de plantão de tomar as medidas: subir juros, diminuir o gasto público. Até porque era a melhor forma de se preparar para o ciclo eleitoral de 2014. Ela [presidente Dilma Rousseff] fez o contrário, tentando esticar o ciclo de crescimento, e aí colheu o pior dos mundos: logo depois da eleição, terceirizou o ministério da fazenda. Este ciclo, que deveria ser entendido como uma correção natural, acabou sendo visto como uma crise interminável", analisou o ex-ministro.
Por outro lado, as circunstâncias desfavoráveis na economia, disse Mendonça de Barros, também terão implicações políticas. "A crise é mais o fim de um ciclo de hegemonia. Haverá o fim dessa hegemonia, lastreada em uma política de consumo e estabilidade. Vamos separar um pouco a crise política da econômica. A econômica é corriqueira e você consegue explicar: automóvel caiu 50% porque tinha excesso de crédito, mas daqui a três ou quatro anos vamos ter o mesmo volume de vendas", avalia. "Agora, o fim da hegemonia política me parece uma coisa mais complexa, pois cria um vácuo, até que se crie uma nova hegemonia”, comentou.

Durante o seminário do projeto Motores do Desenvolvimento, também houve uma palestra da colunista do jornal O Estado de São Paulo e comentarista da GloboNews, Eliane Cantanhêde. Ela fez uma análise das notícias sobre a crise e pontuou que é imprevisível um desfecho sobre o momento política nacional. “Quando pergunto a ministros, governadores e senadores se a presidente vai terminar o mandato, dez entre dez respondem: ‘Não sei’”, narrou.

O seminário encerrou com as palestras do secretário estadual, Gustavo Nogueira, e da secretária municipal, Virgínia Ferreira, ambos da área de Planejamento e Finanças. Participaram desta edição do Motores, a reitora da UFRN, Ângela Paiva, o senador Garibaldi Filho, os deputados federais Rogério Marinho, Walter Alves e Zeneide Maia, o deputado estadual Hermano Morais, os prefeitos Carlos Eduardo (Natal) e Jaime Callado (São Gonçalo do Amarante), vereadores e lideranças empresariais.


Fonte; FIERN

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